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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Lei Wiccana em Forma de Poema


Lei Wiccana em Forma de Poema

A Lei Wiccana respeita,
Perfeito amor, confiança perfeita.
Viva e deixa viver,
Dá o justo para assim receber.
Três vezes o círculo traça
E assim o mal afasta.
E para firmar bem o encanto
Entoa em verso ou em canto.
Olhos brandos, toque leve,
Fala pouco, muito ouve.
Pelo horário a crescente se levanta
E a Runa da Bruxa canta.
Pelo anti-horário a minguante vigia
E entoa a Runa Sombria.
Quando está nova a lua da Mãe,
Beija duas vezes Suas mãos.
Quando a lua ao topo chegar,
Teu coração se deixará levar.
Para o poderoso vento norte,
Tranca as portas e boa sorte.
Do sul o vento benfazejo,
Do amor te traz um beijo.
Quando vem do oeste o vento,
Vêm os espíritos sem alento.
E quando do leste ele soprar,
Novidades para comemorar.
Nove madeiras no caldeirão,
Queima com pressa e lentidão.
Mas a árvore anciã, venera,
Se queimares, o mal te espera.
Quando a Roda começa a girar
É hora do fogo de Beltane queimar.
Em Yule, acende tua tora,
O Deus de chifres reina agora.
A flor, a erva, a fruta boa,
É a Deusa que te abençoa.
Para onde a água correr,
Joga uma pedra para tudo ver.
Se precisas de algo com razão,
À cobiça alheia não dá atenção.
E a companhia do tolo, melhor evitar,
Ou arriscas a ele te igualar.
Encontra feliz e feliz despede,
Um bom momento não se mede.
Da Lei Tríplice lembre também,
Três vezes o mal, três vezes o bem.
Quando quer que o mal desponte,
Usa a estrela azul na fronte.
Cultiva no amor a sinceridade,
Para receber igual verdade.
Ou um resumo, se assim preferes estar:
faz o que tu queres,
Sem nenhum mal causar.

I bless the moon, the moon bless you!!!

Abraços de luz!

Carmem de Vasconcellos!!!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Poema Wiccano!






Densa floresta, guardiã de luzes,
De luares transparentes, azulados
Matizada pelas lúridas cores,
Fogueiras honrando antigos deuses
Ferem-me no peito.

Ocultos, pelas ramagens inquietas,
Efervescendo, qual ordem dos ventos
Soprando, do abismo e do ignoto
Nos cânticos ancestrais se misturam,
Os ecos se propagam.

Livres corpos nus iluminados,
Beijos cândidos desferindo a Lua
Do Céu, testemunhado honras lunares
Vestindo prateado níveo manto
Colhendo estrelas.

Murmúrios solenes iniciam,
Antigos rituais e as pedras escutam
Transpirações nocturnas no calor,
Dos cânticos, louvores à Natureza,
A vida celebrando.

Círculos de braços apontando,
Aos deuses atentos a quem ora
E fere a carne lançando na terra,
O sangue, florescendo à volta, o viço
Milagre verdadeiro.

Acesas tochas bruxuleiam, quando
Subitamente, quebrado silêncio,
Pelo primeiro grito, posse de outra
Alma sem somente ser a sua
Do sono despertando.

Frenética dança, laboriosos transes,
Aspergindo odores quentes co' a frescura
Fundindo-se no odor celeste e puro,
Quando deuses caminham na terra
No olvido do Homem.

Oferendas, de sinceros cansaços
Honrando a celebração da vida,
Tão antiga quanto o nascimento
Ligando pontes entre o Céu e a Terra,
Torres de Gigantes.

E esparsos, caminhando lentamente,
Ao lar caminham leves como folhas
Guardando harmoniosa voz poemas,
Compostos pela Eterna Natureza
Assim cantam os Deuses...

Autor: António


Namaste!

Carmem de Vasconcellos